A Justiça do Trabalho manteve a condenação da Volkswagen por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão durante a ditadura militar, em uma fazenda no sul do Pará. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, que confirmou a indenização de R$ 165 milhões por danos morais coletivos.
O caso envolve a antiga Fazenda Vale do Rio Cristalino, propriedade rural ligada à montadora na década de 1970. Segundo as investigações, trabalhadores foram submetidos a condições degradantes, com restrição de liberdade e violência. A área teria recebido incentivos públicos à época.
A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho, que apontou a existência de um sistema estruturado de exploração. Parte do valor da condenação será destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador e a iniciativas de proteção aos direitos trabalhistas.
Entidades como a Comissão Pastoral da Terra tiveram papel importante na coleta de denúncias e no acompanhamento das vítimas ao longo dos anos. Além da indenização coletiva, ainda tramitam ações individuais movidas por ex-trabalhadores que buscam reparação.
Em nota, a empresa informou que continuará recorrendo às instâncias superiores e reafirmou compromisso com os direitos humanos, negando tolerar qualquer prática de trabalho forçado.
Fonte: Agência Brasil



