O Irã reafirmou no domingo (27) que apenas a via diplomática pode pôr fim a seu confronto com os Estados Unidos e Israel. A declaração veio depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse ter recusado uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra.
“Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições”, escreveu nas redes sociais o chanceler do Irã, Abbas Araqchi. “Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse.”
Teerã apresentou o plano de paz na semana passada, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e afirmou que a proposta havia sido enviada aos norte-americanos por intermédio de mediadores do Catar. No sábado (26), Trump declarou ter descartado o plano e alegou que os iranianos buscam um acordo sobre a estratégica passagem marítima por desespero.
“Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio“, afirmou Trump a jornalistas na Casa Branca.
Segundo Araqchi, porém, os mediadores que intermedeiam as conversas entre Teerã e Washington ainda não comunicaram de forma oficial nenhuma recusa norte-americana à proposta, ao contrário do que Trump disse publicamente.
“Estamos aguardando que os mediadores nos transmitam as posições definitivas, e tomaremos uma decisão com base nelas”, publicou o chanceler.
Para forçar o Irã a suspender as investidas contra navios em Ormuz, os EUA aplicaram um bloqueio econômico ao país. A medida provocou forte queda na circulação de embarcações na área, embora Trump tenha dito em diversas ocasiões que Washington tem o controle da rota.
O principal comandante do Exército iraniano, Amir Hatam, afirmou que a guerra atravessa um momento crítico e decisivo. Segundo ele, Teerã não vai tolerar ficar impedido de fazer comércio enquanto potências estrangeiras usam as rotas marítimas estratégicas da região.
“Se o Irã não puder comercializar, se o Irã não puder viver, ninguém poderá comercializar ou viver“, disse Hatam, em declarações reproduzidas pela mídia estatal.



