A Meta, dona do Facebook e do Instagram, firmou um acordo de US$ 16,7 bilhões, cerca de R$ 86 bilhões, com procuradores de 47 estados e territórios dos Estados Unidos. Como parte do acerto, a empresa terá de impor novas restrições ao uso das plataformas por adolescentes, incluindo limite diário de duas horas e bloqueio durante a madrugada.
O acordo encerra um julgamento que discutia acusações de que a Meta teria desenvolvido suas redes sociais para estimular o uso excessivo por crianças e adolescentes. Os estados também alegaram que a companhia enganou o público sobre os riscos das plataformas e coletou ilegalmente informações de menores de 13 anos.
O valor definido no acordo representa uma parcela da receita obtida pela Meta em 2025, que chegou a R$ 201 bilhões. Segundo cálculos da própria empresa citados pela Bloomberg durante as negociações, uma eventual derrota no processo poderia resultar em uma penalidade de até US$ 1,4 trilhão.
O que muda para adolescentes no Facebook e Instagram
As novas regras atingem diretamente recursos relacionados ao tempo de permanência e à forma como os jovens utilizam as plataformas.
Entre as principais medidas previstas estão:
- limite de duas horas de uso por dia;
- bloqueio do acesso aos aplicativos entre meia-noite e 6h;
- silêncio das notificações entre 22h e 7h;
- bloqueio das notificações durante o período escolar, das 8h às 15h;
- interrupção da rolagem infinita;
- proibição do uso de filtros de beleza;
- possibilidade de desativar o feed baseado em algoritmos;
- ocultação da quantidade total de curtidas e outras reações;
- lembretes para fazer pausas após 15 minutos de uso contínuo e aos 60 e 90 minutos de utilização diária;
- reforço dos mecanismos de verificação de idade e das ferramentas de controle parental.
As mudanças foram apresentadas como uma forma de reduzir o uso considerado problemático das redes sociais e evitar que os aplicativos interfiram no sono e na rotina escolar dos adolescentes.



