A projeção do mercado financeiro aponta que a inflação oficial de 2025, medida pelo IPCA, deve encerrar o ano em 4,45%. O índice fica abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%, composta por meta de 3% e margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Nas últimas semanas, as estimativas apresentaram leve queda, refletindo um cenário de estabilidade nos preços.
O boletim Focus também manteve a previsão de crescimento do PIB em 2,16% para este ano. As projeções para 2026 e 2027 continuam inalteradas, indicando altas de 1,78% e 1,88%, respectivamente. Segundo analistas, o desempenho econômico tende a seguir um ritmo moderado diante das condições atuais de crédito e juros.
A política monetária segue apertada, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano pelo Banco Central. A instituição reforça que os juros elevados são necessários para assegurar o cumprimento da meta de inflação, que ainda permanece acima de seu centro, de 3%. O BC já havia sinalizado que o ciclo de juros altos deve continuar por mais tempo.
Apesar do índice projetado ficar dentro da margem permitida, o Banco Central destaca que a inflação segue resistente em alguns setores, o que exige cautela. Para especialistas, o resultado final dependerá do comportamento dos alimentos, dos combustíveis e do câmbio nos próximos meses.
Fonte: Agência Brasil



