A inflação projetada acima do teto da meta para 2026 mudou a expectativa do mercado sobre a taxa Selic e reduziu o espaço para cortes mais intensos nos juros. Economistas avaliam que o Banco Central deve manter uma postura cautelosa diante das incertezas fiscais e da pressão internacional sobre commodities.
Segundo o Boletim Focus, a projeção para a inflação em 2026 subiu para 4,92%, acima do limite da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Já a expectativa para a Selic avançou para 13,25% ao ano, indicando que o mercado passou a prever uma redução mais lenta dos juros.
Especialistas apontam que fatores como conflitos internacionais, alta do petróleo e dúvidas sobre o cenário fiscal brasileiro dificultam o controle da inflação. Com isso, cresce a preocupação de que o país entre em 2027 convivendo com juros altos, crédito mais caro e menor ritmo de crescimento econômico.
O cenário também preocupa empresas e investidores, já que juros elevados aumentam o custo do crédito e dificultam financiamentos e investimentos. Analistas avaliam que o ambiente econômico exigirá mais cautela financeira e planejamento das empresas nos próximos meses.



