Ativistas negras afirmam que, apesar de avanços como cotas raciais e demarcação de terras quilombolas, a igualdade racial ainda está longe de ser alcançada no Brasil.
Para Carmela Zigoni, do INESC, há um recrudescimento da violência racial e ideologias conservadoras voltando a práticas racistas mais explícitas — como no caso de uma escola em São Paulo onde uma professora foi ameaçada após ensinar cultura afro-brasileira.
Já Lúcia Xavier, da ONG Criola, destaca que, embora o governo tenha retomado políticas de igualdade racial, ainda há muitos obstáculos concretos: poucas oportunidades de emprego, violência policial elevada e dificuldades para a população negra permanecer nas universidades.
Por outro lado, Alane Reis, ativista da Articulação de Mulheres Negras, reconhece conquistas históricas, como o fim simbólico do mito da “democracia racial” e maior orgulho da juventude negra pela própria identidade.
Mas os desafios permanecem: segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, em 2025 já foram registradas mais de 13 mil denúncias por racismo só até novembro.
Fonte: Agência Brasil



