O governo federal planeja publicar até dezembro de 2026 todas as normas necessárias para regulamentar o mercado de carbono no Brasil — ou seja, para implementar formalmente o sistema de trocas de emissões.
A responsabilidade ficará sob a recém-criada Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, do Ministério da Fazenda, que também será responsável por estruturar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) — previsto para entrar em operação em 2030.
Segundo declarações da secretária à frente da pasta, Cristina Reis, a iniciativa pode gerar novas oportunidades econômicas, aumentar renda e contribuir para a redução de desigualdades sociais.
Estima-se que, com o mercado de carbono funcionando, a economia brasileira poderia crescer um adicional de cerca de 6% até 2040 e 8,5% até 2050. As projeções também apontam que as emissões de CO₂ dos setores regulados podem diminuir entre 21% e 27% no mesmo período.
Fonte: Agência Brasil



