Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.
A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.
Como funciona
Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.
Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.
A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime:
– o criminoso começa pelo próprio rosto;
– procura pessoas fisicamente semelhantes;
– identifica uma possível vítima;
– tenta utilizar os dados dessa identidade em uma fraude.
Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.
Como se proteger
A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos.
Entre as principais orientações estão:
– não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem;
– fornecer dados pessoais e biométricos somente em sites e aplicativos oficiais;
– proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
– desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial por links, e-mails, mensagens ou Códigos QR;
– não permitir que desconhecidos fotografem seu rosto ou documentos;
– evitar publicar imagens de documentos, mesmo com parte das informações ocultadas proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
– manter sistemas e aplicativos atualizados;
– monitorar regularmente o CPF;
– procurar os canais oficiais das empresas diante de movimentações desconhecidas.
Empresas precisam combinar
Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.



