O furto de cabos e equipamentos da iluminação pública continua crescendo em Salvador. Dados da Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) indicam um aumento de cerca de 18% nos casos entre janeiro e 15 de março de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
A situação ganhou ainda mais atenção após a morte de um homem, na Avenida Vasco da Gama, ao tentar furtar fios de um poste e sofrer uma descarga elétrica. O caso reforça o alto risco dessa prática, que pode ter consequências fatais.
Além do perigo, os prejuízos financeiros também são significativos. Só neste ano, os gastos com reposição de materiais já passam de R$ 902 mil. Em 2025, as perdas com furtos e vandalismo chegaram a quase R$ 5 milhões — recursos que poderiam ter sido investidos na ampliação e modernização da rede de iluminação.
De acordo com o diretor da Dsip, Ângelo Magalhães, os impactos vão além do financeiro. “Os furtos provocam apagões em vias públicas, reduzem a visibilidade e aumentam a sensação de insegurança. Em muitos casos, ainda deixam estruturas expostas e energizadas, elevando o risco de acidentes graves”, explicou.
As ocorrências são mais frequentes em bairros como Itapuã, Dique do Tororó, Brotas, Valéria, Uruguai e Pituba, onde as equipes atuam constantemente para repor os materiais — muitas vezes nos mesmos pontos já atendidos anteriormente.
Para tentar conter o problema, a prefeitura tem investido em soluções antivandalismo, como o uso de estruturas mais resistentes e técnicas que dificultam o acesso aos cabos. Também houve reforço no monitoramento e na fiscalização em áreas consideradas críticas.
Ainda segundo Ângelo Magalhães, a preocupação principal é com a segurança. “Estamos falando de uma prática extremamente perigosa. Qualquer intervenção irregular na rede elétrica pode provocar acidentes graves e até fatais, colocando em risco não só quem comete o furto, mas também toda a população ao redor”, alertou.
Fonte: Ascom/ Dsip



