A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) obteve uma patente internacional para um novo método de tratamento contra a malária resistente a medicamentos tradicionais. A tecnologia foi registrada pelo Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) e reúne pesquisadores do Instituto René Rachou, unidade da instituição em Minas Gerais.
O tratamento utiliza um composto chamado DAQ, que apresentou resultados promissores contra cepas resistentes do parasita Plasmodium falciparum, responsável pelas formas mais graves da malária. Segundo os pesquisadores, o diferencial do composto está na capacidade de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo microrganismo.
Os estudos retomaram pesquisas iniciadas na década de 1960, agora com técnicas mais modernas de química e biologia molecular. A equipe identificou uma característica estrutural considerada decisiva para a eficácia do composto no combate ao parasita.
Além da eficácia observada em testes iniciais, os pesquisadores destacam o potencial de baixo custo do tratamento, fator importante para países de baixa e média renda onde a malária continua sendo uma doença endêmica. A Fiocruz afirma que o avanço reforça a necessidade de desenvolver novas alternativas terapêuticas diante da crescente resistência aos medicamentos atuais.



