A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e sindicatos de todo o país enviaram uma carta aberta ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ao deputado federal Leo Prates, relator da proposta que discute o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho. No documento, as entidades pedem a manutenção da jornada especial de 5 horas diárias para jornalistas.
Segundo a FENAJ, empresários do setor de comunicação estariam pressionando o Congresso para ampliar a jornada da categoria durante a tramitação da proposta. A entidade afirma que uma eventual mudança representaria retirada de direitos históricos dos jornalistas e um “grave desvirtuamento” da PEC voltada à redução da carga de trabalho.
A federação argumenta que a jornada especial existe devido às características da profissão, marcada por pressão psicológica intensa, trabalho irregular, alta carga cognitiva e desgaste emocional. A presidente da entidade, Samira de Castro, destacou que pesquisas apontam altos índices de ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos entre profissionais da imprensa.
No texto, a FENAJ também critica o setor patronal da comunicação e afirma que empresas já foram beneficiadas por incentivos fiscais nos últimos anos sem impedir redução de empregos formais. As entidades defendem que qualquer mudança na legislação trabalhista preserve os direitos já garantidos aos jornalistas e assegure avanços sociais sem aumento da carga horária da categoria.



