O Ministério da Fazenda revisou para 2,2% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 — ante os 2,3% previstos anteriormente. Segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE), essa redução se deve ao desempenho mais fraco no terceiro trimestre e aos efeitos defasados da política monetária restritiva. Para 2026, a projeção foi mantida em 2,4%.
No que diz respeito à inflação, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,8% para 4,6% em 2025 — ainda acima do teto da meta, que é 4,5%. Para 2026, a estimativa foi alterada de 3,6% para 3,5%. Essa revisão ocorre em meio à valorização do real, menor inflação no atacado para produtos agropecuários e industriais, e excesso de oferta global de bens.
A análise setorial revela dinâmicas distintas: a agropecuária teve sua projeção de crescimento elevada de 8,3% para 9,5%, enquanto a indústria foi revisada de 1,4% para 1,3% e os serviços de 2,1% para 1,9%. O boletim destaca que a economia está em trajetória de desaceleração, motivada principalmente por juros elevados, crédito mais restrito e queda das exportações para os Estados Unidos — onde a redução chegou a US$ 2,5 bilhões entre agosto e outubro de 2025.
Fonte: Agência Brasil



