O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou a criação de um grupo de trabalho para revisar os chamados “penduricalhos” pagos a magistrados em todo o país. A iniciativa busca analisar benefícios e verbas indenizatórias que, em alguns casos, elevam os rendimentos de juízes acima do teto constitucional do serviço público.
O grupo será formado por representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tribunais e entidades do Judiciário. A proposta é avaliar a legalidade, a transparência e a uniformização desses pagamentos, além de apresentar sugestões para aprimorar as regras atualmente em vigor.
Segundo Fachin, o objetivo é fortalecer a confiança da sociedade no Judiciário e garantir maior clareza sobre os valores recebidos pelos magistrados. O debate sobre os chamados penduricalhos tem ganhado destaque nos últimos anos devido ao impacto dessas verbas nos gastos públicos e às discussões sobre o cumprimento do teto salarial.
A expectativa é que o grupo apresente estudos e propostas para aperfeiçoar os mecanismos de controle e transparência, contribuindo para uma regulamentação mais clara dos benefícios concedidos aos integrantes da magistratura.



