Um estudo divulgado nesta semana revelou os principais desafios enfrentados por jovens em situação de vulnerabilidade no Brasil. A pesquisa “Juventudes Brasileiras Minorizadas” identificou 13 perfis de jovens mais afetados por desigualdades sociais, econômicas e educacionais no país.
O levantamento mostra que dificuldades para continuar os estudos, trabalho informal, violência urbana, discriminação e cyberbullying fazem parte da rotina de muitos adolescentes e jovens brasileiros. Entre os grupos analisados estão jovens negros, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+, mães jovens, pessoas com deficiência, refugiados e adolescentes submetidos ao trabalho infantil.
Segundo dados da PNAD Contínua 2025 usados no estudo, o Brasil tem mais de 46,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Desse total, cerca de 7,9 milhões estão fora da escola sem concluir a educação básica, sendo que sete em cada dez são negros. A pesquisa também aponta que quase 12 milhões de jovens vivem em situação de pobreza.
O estudo destaca ainda que as desigualdades são ainda maiores em áreas rurais e entre populações indígenas e quilombolas. Nas zonas rurais, por exemplo, 33% dos jovens estão fora da escola sem terminar os estudos básicos. Já entre jovens indígenas, a taxa de analfabetismo é três vezes maior do que entre não indígenas.
Os organizadores defendem que os dados podem ajudar na criação de políticas públicas voltadas à permanência escolar, inclusão social e acesso ao trabalho digno para jovens em situação de vulnerabilidade.



