A esporotricose, uma micose causada por fungos e conhecida como “doença do jardineiro”, tem acendido o alerta em Salvador devido ao risco de transmissão entre animais e humanos. Apenas neste ano, a Secretaria Municipal da Saúde já registrou 151 casos da doença em gatos na capital baiana. Para conter o avanço da zoonose, a Prefeitura disponibiliza atendimento especializado por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que conta com uma Unidade Móvel para diagnóstico.
O serviço funciona mediante solicitação pelo Fala Salvador, no número 156, e não atende por demanda espontânea. Após o registro, a equipe entra em contato para agendar a avaliação do animal. Médicos-veterinários realizam o acompanhamento dos casos suspeitos, atuando diretamente no controle da disseminação do fungo.
Entre os principais sintomas estão feridas na pele que não cicatrizam, nódulos, espirros, secreções, aumento do volume nasal e dificuldade respiratória. Diante de qualquer sinal, é fundamental procurar atendimento veterinário para diagnóstico e início do tratamento.
A transmissão para humanos ocorre principalmente pelo contato com lesões ou secreções de animais infectados, mas também pode acontecer em ambientes com matéria orgânica, como solo e plantas. Medidas como uso de luvas, higienização das mãos, isolamento do animal doente e limpeza de quintais ajudam a reduzir o risco de contágio.
A doença tem tratamento, e o abandono de animais infectados agrava o problema de saúde pública. Além de contribuir para a disseminação do fungo, a prática é considerada crime. A Prefeitura também oferece tratamento gratuito para animais de tutores em situação de vulnerabilidade, desde que sejam cumpridos critérios como isolamento do animal e acompanhamento veterinário até a cura.



