Especialistas em saúde têm demonstrado preocupação com o aumento do uso indiscriminado da tadalafila no Brasil. O medicamento, indicado para tratar disfunção erétil e hipertensão pulmonar, passou a ser utilizado de forma recreativa por jovens, principalmente em academias e festas, muitas vezes sem qualquer acompanhamento médico.
Segundo médicos e órgãos de saúde, o consumo inadequado da substância pode causar efeitos graves, como queda de pressão arterial, arritmia, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), além de dores de cabeça intensas, alterações visuais e problemas cardíacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também já emitiu alertas sobre os perigos da automedicação com remédios para disfunção erétil.
Outro ponto que preocupa os especialistas é a popularização da tadalafila como “pré-treino” nas academias, apesar de não existir comprovação científica de melhora no desempenho físico. O uso combinado com álcool, energéticos e outras substâncias aumenta ainda mais os riscos à saúde.
Médicos alertam ainda que o uso frequente sem necessidade pode mascarar doenças importantes, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, já que a disfunção erétil muitas vezes funciona como sinal de alerta para outras condições de saúde.



