Em meio ao debate sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil, uma escola de baristas em São Paulo adotou um novo modelo com quatro dias de trabalho e três de folga por semana e registrou aumento significativo nos resultados. A mudança ocorreu após acordo com os funcionários e reduziu a carga semanal para 40 horas.
Com a nova escala, a empresa viu o faturamento crescer cerca de 35% em um ano, mesmo sem ampliar estrutura, preços ou número de clientes. A estratégia foi apostar na produtividade e no bem-estar dos trabalhadores, em vez de aumentar o tempo de trabalho.
Segundo a gestão, funcionários mais descansados apresentaram melhor desempenho, maior atenção no atendimento e menos faltas. A taxa de rotatividade também caiu, reduzindo custos com demissões e contratações.
Relatos de trabalhadores indicam melhora na qualidade de vida, com mais tempo para descanso, estudos e convívio social. A experiência reforça discussões sobre modelos alternativos à escala tradicional e seus impactos na produtividade e na saúde dos profissionais.



