A interrupção no abastecimento de água entre Itapuã e Imbuí, no início da semana, escancara mais uma falha estrutural sob responsabilidade da Embasa. O reparo emergencial em uma adutora voltou a afetar milhares de moradores, repetindo um cenário que tem se tornado frequente na capital baiana.
A justificativa técnica envolve o reenchimento e a pressurização das tubulações, além da necessidade de normalizar o nível de um grande reservatório que atende a região. Na prática, porém, a população arca com os prejuízos de um sistema que demonstra fragilidade recorrente.
A recomendação para que moradores utilizem água armazenada em caixa d’água evidencia outro problema: nem todos têm estrutura adequada para suportar interrupções prolongadas. Em áreas mais altas ou em imóveis com mais de um pavimento, a demora é ainda maior, ampliando os transtornos para famílias e pequenos comerciantes.
O serviço de carro-pipa foi disponibilizado, com prioridade para unidades de saúde, mas a medida funciona apenas como paliativo. A repetição de manutenções emergenciais levanta questionamentos sobre planejamento, manutenção preventiva e investimentos na rede de distribuição.
Foram atingidos Alto do Coqueirinho, Bairro da Paz, Imbuí (parte), Itapuã, Jardim das Margaridas (parte), Jardim Placaford, Mussurunga, Patamares, Piatã (parte), Pituaçu (parte), São Cristóvão, Stella Maris e Trobogy (parte). Para os moradores dessas áreas, o problema já não é apenas técnico — é reflexo direto de uma gestão que precisa dar respostas mais eficazes e duradouras.



