Em 2025, mais de 4,12 milhões de trabalhadores no Brasil precisaram se afastar temporariamente de suas funções devido a problemas de saúde, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Esse total foi o mais alto registrado desde 2021 e representou um crescimento de cerca de 15% em comparação com 2024.
Pelo terceiro ano seguido, as dores nas costas, classificadas como dorsalgia, foram a principal causa de afastamentos por incapacidade temporária, levando milhares de trabalhadores a se ausentarem de seus empregos por mais de 15 dias. Outras causas frequentes incluíram lesões e desgastes nos discos intervertebrais, como hérnias de disco, e fraturas nas pernas e tornozelos, todas com números maiores do que no ano anterior.
Além dos problemas musculoesqueléticos, transtornos de saúde mental também tiveram destaque entre as razões que motivaram licenças, com quadros de ansiedade e episódios depressivos apresentando crescimento no número de afastamentos.
Os dados mostraram ainda diferenças entre gêneros: entre as mulheres, as dores nas costas foram a principal causa de afastamento, enquanto entre os homens as fraturas em membros inferiores foram mais comuns. No total, pouco mais de 2,1 milhões dos benefícios por incapacidade temporária foram concedidos a mulheres e pouco mais de 2 milhões a homens.
O benefício para trabalhadores afastados por doença, antes conhecido como auxílio-doença, é concedido aos segurados que comprovam, por meio de perícia médica, a impossibilidade de desempenhar suas atividades habituais por mais de duas semanas consecutivas.
Fonte: Agência Brasil



