Capitão Alden e Diego Castro partiram para o confronto direto contra o novo Código de Ética e Disciplina dos Militares da Bahia, durante um debate acalorado nesta segunda-feira (1º), na Assembleia Legislativa. O alvo central do encontro — que reuniu especialistas, entidades representativas e membros da sociedade civil — foi o projeto enviado pelo governador Jerônimo Rodrigues, considerado pelos parlamentares como uma ameaça real aos direitos e garantias dos policiais e bombeiros militares.
Alden foi incisivo ao afirmar que o texto do governo impõe restrições perigosas à liberdade de expressão e abre caminho para punições arbitrárias, colocando a tropa sob risco permanente. Para ele, o Cedim precisa ser desmontado e revisado ponto a ponto para evitar que militares sejam silenciados ou punidos sem critérios claros. “As regras precisam respeitar direitos fundamentais. Do jeito que está, não dá para aceitar”, disparou.
Diego Castro elevou o tom ao classificar o projeto como “totalmente fora do esperado” no que se refere aos direitos humanos. O deputado apontou como falhas gravíssimas a fragilidade da presunção de inocência e a ameaça à intangibilidade salarial — pilares básicos da dignidade humana. Segundo ele, o novo código abre brecha para penas desproporcionais e injustas, mesmo na ausência de provas. “Esse texto coloca o policial em posição de vulnerabilidade extrema. É inadmissível”, criticou.
O encontro deixou claro: para os parlamentares e entidades presentes, o novo Código de Ética não corrige problemas — cria outros ainda mais graves. A pressão agora deve aumentar dentro da AL-BA para que o projeto seja refeito antes que avance.



