O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a classe dominante brasileira tende a encarar o Estado como se fosse uma extensão de seus próprios interesses, e não como uma instituição voltada ao conjunto da sociedade. A declaração foi feita durante um evento de lançamento de livro, em que ele abordou a formação histórica e econômica do país.
Na avaliação de Haddad, essa visão tem raízes em processos que se consolidaram após o fim da escravidão, quando grupos econômicos passaram a exercer forte influência sobre as estruturas de poder. Segundo ele, essa herança ajudou a moldar a relação entre elites e instituições públicas ao longo das décadas.
O ministro argumentou que esse histórico contribui para dificuldades no funcionamento da democracia brasileira. Para ele, propostas de mudança que buscam ampliar direitos ou reformar o papel do Estado costumam enfrentar resistência de setores que se sentem donos dessas estruturas.
Haddad também destacou a importância de discutir o papel do Estado na promoção de desenvolvimento e inclusão social. Na visão dele, compreender essas origens históricas é essencial para fortalecer as instituições e ampliar a participação da sociedade nas decisões públicas.
Fonte: Agência Brasil



