A queda dos preços de alimentos importantes deu algum alívio ao bolso dos soteropolitanos em agosto, mas comprar o básico ainda exige uma parcela elevada da renda. A cesta calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) passou a custar R$ 587,12 e comprometeu 39,16% do salário mínimo líquido.
“No mês, o tempo médio de trabalho gasto por um trabalhador para obter uma cesta básica em Salvador foi de 86 horas e 8 minutos, comprometendo 39,16% do salário mínimo líquido (descontando-se a contribuição previdenciária)”, informa a SEI.
O levantamento tomou como referência um salário mínimo bruto de R$ 1.621 e uma renda líquida de R$ 1.499,43. Depois da compra da cesta, restariam aproximadamente R$ 912 para todas as demais despesas do mês, como moradia, transporte, água, energia, gás, saúde e higiene.
O custo registrado em agosto representa uma redução de 4,09% em relação a julho, quando a cesta estava em R$ 612,18. A diferença entre os dois meses foi de R$ 25,06.
Agosto marcou a terceira redução seguida. Depois de subir durante os cinco primeiros meses de 2026, a cesta caiu 0,80% em junho, 6,08% em julho e 4,09% em agosto. Comparado a junho, quando o conjunto custava R$ 651,78, o preço diminuiu R$ 64,66.
O alívio dos últimos meses, entretanto, ainda não compensou todos os aumentos registrados no início do ano. De janeiro a agosto, a cesta básica acumula alta de 2,54%, conforme a tabela divulgada pela SEI.
O levantamento foi elaborado a partir de 3.440 cotações de preços coletadas em 89 supermercados, açougues, padarias e feiras livres de Salvador. A pesquisa acompanha quantidades predefinidas de 25 produtos e considera os hábitos de consumo das famílias da capital. “Dos 25 produtos da Cesta Básica de Salvador, 15 registraram redução nos preços”, aponta a superintendência.



