Especialistas em direito internacional avaliam que a atuação dos Estados Unidos na Venezuela viola normas centrais do direito internacional e não encontra respaldo jurídico. Segundo essa análise, a ação fere o princípio da soberania dos Estados e contraria regras que proíbem intervenções militares sem autorização expressa de instâncias multilaterais.
De acordo com os juristas, a Carta da Organização das Nações Unidas só admite o uso da força em situações específicas, como legítima defesa após um ataque armado ou com aval do Conselho de Segurança. Nenhuma dessas condições estaria presente no caso envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela.
Os especialistas também ressaltam que a existência de um governo contestado internacionalmente, como o de Nicolás Maduro, não autoriza, por si só, uma intervenção externa. Para eles, aceitar esse tipo de justificativa abriria precedente perigoso para ações semelhantes em outros países.
Além das implicações internacionais, a medida é vista como problemática do ponto de vista interno dos próprios Estados Unidos, já que há questionamentos sobre a ausência de autorização formal do Congresso. No entendimento dos analistas, o episódio aumenta a instabilidade regional e enfraquece regras criadas justamente para evitar conflitos entre nações.



