Um programa que prevê a capacitação de enfermeiros e agentes comunitários para atuar no cuidado em saúde mental na atenção primária tem provocado debate entre especialistas, conselhos profissionais e gestores públicos.
A proposta é qualificar profissionais que já atuam na porta de entrada do Sistema Único de Saúde para realizar acolhimento estruturado e acompanhamento inicial de pessoas com sintomas leves e moderados de transtornos mentais, sempre com supervisão técnica de profissionais especializados.
Defensores da iniciativa afirmam que a medida pode ampliar o acesso ao atendimento, reduzir filas e oferecer suporte mais rápido à população, especialmente em municípios onde há escassez de psicólogos e psiquiatras. Resultados preliminares em cidades-piloto indicam melhora no acompanhamento dos pacientes atendidos.
Por outro lado, entidades como o Conselho Federal de Psicologia demonstram preocupação com a possibilidade de sobreposição de atribuições e defendem que a ampliação do atendimento não substitua a atuação de profissionais especializados. Também há questionamentos sobre a formação oferecida, a supervisão clínica e a integração do programa à rede já existente.
O debate expõe o desafio de ampliar o cuidado em saúde mental no país, equilibrando acesso, qualidade técnica e valorização das diferentes categorias profissionais envolvidas.
Fonte: Agência Brasil



