O aumento das temperaturas no Rio de Janeiro tem evidenciado uma realidade desigual: o calor é mais intenso nas favelas do que em outras regiões da cidade. Esse cenário impulsionou a criação e expansão de iniciativas de monitoramento climático voltadas especificamente para essas áreas.
Um dos principais projetos é o Observatório do Calor, que começou no Complexo do Alemão e já realizou diversas medições de temperatura. A iniciativa identifica as chamadas “ilhas de calor” e analisa a qualidade do ar, com o objetivo de entender como fatores urbanos influenciam o aumento das temperaturas.
Entre os principais fatores estão a falta de áreas verdes, construções muito próximas, ruas estreitas e pouca ventilação, que fazem com que o calor se acumule e afete diretamente a vida dos moradores. Em alguns casos, as temperaturas nas comunidades podem ser mais altas do que em outras partes da cidade.
A proposta é que os dados coletados sirvam de base para intervenções urbanísticas, como plantio de árvores, criação de áreas sombreadas e melhoria da circulação de ar. Além disso, moradores também participam do processo, ajudando na coleta de dados e relatando como o calor impacta a saúde e a rotina.
A iniciativa busca unir ciência e conhecimento local para enfrentar a desigualdade climática e desenvolver soluções mais eficazes para as populações mais vulneráveis.
Fonte: Agência Brasil



