Mais de 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes foram identificadas no Brasil no primeiro semestre de 2026, média de 3,2 por segundo, segundo dados divulgados na terça-feira (15) pela Serasa Experian. No mesmo período, a empresa identificou 20.840 ameaças digitais entre anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 27,2% em relação aos primeiros seis meses de 2025.
Os anúncios fraudulentos concentraram 62% das ameaças digitais identificadas entre janeiro e junho deste ano, com mais de 12,9 mil ocorrências, o equivalente a mais de 70 por dia. A quantidade cresceu 19,5% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, de acordo com o Mapa da Fraude da Serasa Experian.
O maior crescimento, no entanto, ocorreu entre as páginas falsas, que mais que dobraram em um ano e responderam por 18% das ameaças identificadas no primeiro semestre. A quantidade avançou 107,1% frente ao mesmo período de 2025, com uma média superior a 20 sites falsos detectados por dia.
Os perfis falsos corresponderam a 19% das ameaças mapeadas e tiveram aumento de 9,3% na comparação anual, enquanto os aplicativos falsos representaram 1% e cresceram 26,5%. Os quatro tipos de ameaça são usados para alcançar consumidores em diferentes pontos do ambiente digital, segundo a Serasa Experian.
O levantamento também identificou 2,1 mil grupos de troca de mensagens relacionados a conteúdo fraudulento durante os primeiros seis meses do ano. Segundo a Serasa Experian, o dado, somado às 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes detectadas no período, indica a existência de estruturas de compartilhamento e circulação desses conteúdos.
“Quando observamos milhares de grupos relacionados à troca de conteúdo fraudulento, percebemos que muitas dessas práticas não acontecem de maneira isolada. Há circulação de informações e conteúdos que podem dar escala às abordagens. Isso reforça a importância de combinar monitoramento, inteligência de dados e diferentes tecnologias de prevenção para antecipar riscos e interromper essas jornadas antes que cheguem ao consumidor”, analisa o executivo.



