O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota oficial condenando as novas medidas adotadas pelo governo de Israel que facilitam a aquisição de terras por cidadãos israelenses na Cisjordânia, território considerado palestino pelo direito internacional. Para o Itamaraty, as ações estimulam a expansão de assentamentos e ampliam a presença administrativa israelense em áreas ocupadas.
Segundo o governo brasileiro, as mudanças nas regras de registro e fiscalização de terras representam uma violação do direito internacional e contrariam entendimentos de organismos internacionais sobre a situação do território. O Brasil defende que esse tipo de iniciativa compromete os esforços diplomáticos e agrava as tensões na região.
Na manifestação, o país também pediu que Israel evite medidas unilaterais que possam ser interpretadas como anexação de território e que prejudiquem a busca por uma solução de dois Estados. O posicionamento reforça a defesa de uma saída negociada que garanta paz duradoura e estabilidade no Oriente Médio.
As medidas anunciadas por Israel incluem alterações administrativas que ampliam o acesso a registros de terras na Cisjordânia, o que, na avaliação de críticos, pode favorecer a compra de propriedades por israelenses e fortalecer assentamentos já existentes. Representantes palestinos reagiram negativamente às decisões, classificando-as como prejudiciais à criação de um futuro Estado palestino.
Fonte: Agência Brasil



