Após a audiência de custódia, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro foi mantida. Segundo a juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, não houve “qualquer abuso ou irregularidade por parte dos policiais”.
Durante o depoimento, Bolsonaro admitiu ter manipulado a tornozeleira eletrônica. Ele justificou que teve “uma certa paranoia de sexta para sábado”, atribuída à combinação inadequada de medicamentos prescritos por diferentes médicos — em especial, pregabalina (anticonvulsivante) e sertralina (antidepressivo).
Bolsonaro afirmou ainda que não teve intenção de fugir e que não rompeu a cinta da tornozeleira. Ele declarou que, por volta da meia-noite, parou de mexer no equipamento depois de “cair na razão” e comunicou os agentes.
Sobre a vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, ele disse que o local estava a cerca de 700 metros da sua casa, o que, para ele, não oferecia condições para gerar tumulto ou facilitar uma possível fuga.
A prisão preventiva foi decretada pela Polícia Federal na véspera, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que citou risco de fuga — especialmente após a tentativa de violar a tornozeleira e a convocação da vigília.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista, e a execução da pena pode ocorrer nas próximas semanas, dependendo da análise dos recursos finais.
Fonte: Agência Brasil



