Um estudo do Fundo Monetário Internacional concluiu que o Bolsa Família não afasta, de forma geral, as mulheres do mercado de trabalho. A pesquisa indica que a menor participação profissional aparece principalmente entre mães de crianças pequenas, situação mais ligada às responsabilidades de cuidado do que ao recebimento do benefício.
O levantamento aponta que as mulheres dedicam muito mais tempo do que os homens a tarefas domésticas não remuneradas, o que reduz a disponibilidade para empregos formais. Essa sobrecarga influencia diretamente a inserção feminina no mercado, mostrando que o desafio está mais na divisão do trabalho dentro de casa do que na existência do programa social.
O estudo também destaca que ampliar a presença das mulheres no mercado de trabalho pode trazer ganhos para a economia brasileira. A maioria das famílias atendidas pelo programa é chefiada por mulheres, que administram os recursos recebidos. Como medidas para fortalecer essa participação, o relatório sugere ampliar o acesso a creches, incentivar a empregabilidade e reduzir as desigualdades salariais entre homens e mulheres.
Fonte: Agência Brasil



