O comércio brasileiro pode registrar um recorde de R$ 5,4 bilhões em movimentação durante a Black Friday deste ano, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Esse valor representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior (ajustado pela inflação), de acordo com a CNC. Além disso, o levantamento cobre todo o mês de novembro, não apenas o dia da Black Friday, como explica o economista-chefe da entidade.
Os setores que mais devem se beneficiar são:
- Hipermercados e supermercados: R$ 1,32 bilhão
- Eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
- Móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
- Vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões
- Farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões
- Livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões
Segundo a CNC, esse crescimento é impulsionado por alguns fatores macroeconômicos: desvalorização do dólar (que torna produtos importados mais baratos), inflação enfraquecida e melhora na renda média e no emprego.
No entanto, há obstáculos: os juros elevados (a CNC aponta taxa média de 58,3% ao ano para crédito livre às pessoas físicas) , e a inadimplência, já que cerca de 30,5% das famílias têm contas em atraso, segundo a própria entidade.
Em relação aos descontos, a CNC monitorou 150 preços em 30 categorias, e constatou que 70% mostraram potencial de redução acima de 5%. As maiores quedas médias foram em: papelaria (-10,14%), livros (-9,02%), joias e bijuterias (-9,01%), perfumaria (-8,20%), utilidades domésticas (-8,18%), higiene pessoal (-8,11%) e moda (-7,82%).
A CNC também alerta que, com o apelo promocional, cresce o risco de golpes digitais. Por isso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) recomenda:
- desconfiar de promoções exageradas;
- comparar preços em diferentes sites;
- verificar a reputação da loja;
- checar a segurança (sites “https” com cadeado);
- observar políticas de entrega e reembolso;
- usar o direito de arrependimento (7 dias para compras online);
- e denunciar práticas suspeitas no portal consumidor.gov.br ou Procon.
Uma pesquisa citada pela notícia mostra que 63% dos consumidores têm dificuldade de identificar golpes com uso de inteligência artificial (IA), reforçando a importância da cautela.
Fonte: Agência Brasil



