A Bebeteca Antirracista Curumim, localizada na Creche e Pré-Escola Primeiro Passo Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, vai ampliar as atividades e passar a oferecer formações mensais para professores das redes municipal e privada, além de estudantes de pedagogia, a partir do segundo semestre deste ano. A iniciativa será realizada em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
Inaugurada em dezembro de 2024, a bebeteca é considerada a primeira do Brasil com foco em educação antirracista na primeira infância. O espaço reúne cerca de 500 livros, em sua maioria escritos por autores negros, e busca aproximar as crianças da literatura e das culturas africana, afro-brasileira e indígena desde os primeiros anos de vida.
O projeto é desenvolvido pela Prefeitura de Salvador em parceria com a Secretaria Municipal da Educação (Smed), o Núcleo Especial de Apoio à Primeira Infância (Neapi), vinculado à Secretaria de Governo (Segov), além da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e da Fundação Gregório de Mattos (FGM).
Segundo a gestora da unidade, Denise Bela, as inscrições para as formações estarão disponíveis a partir do dia 6 de julho, por meio da plataforma Even3, com certificação da Uneb. A proposta é fortalecer o debate sobre educação antirracista e ampliar o espaço de formação para educadores.
Além das atividades com os alunos, a bebeteca também recebe visitas de escolas da comunidade e promove ações voltadas às famílias. Uma vez por mês, acontece a “Semana da Família na Bebeteca”, em que pais e responsáveis participam das atividades junto com as crianças.
A professora responsável pelo espaço, Elienai Costa Silva Santos, afirma que a implantação da bebeteca trouxe avanços importantes no desenvolvimento das crianças, principalmente na oralidade, na interação e no interesse pelos livros. Já a coordenadora pedagógica Andrea Batista destaca que o projeto fortalece a relação das crianças com a leitura desde cedo, despertando o interesse pelas histórias antes mesmo da alfabetização formal.



