Os bancos privados Itaú, Santander e Bradesco registraram juntos um lucro de R$ 64,2 bilhões nos nove primeiros meses de 2025, ampliando significativamente seus ganhos em relação ao ano passado. Apesar desse desempenho positivo, as instituições seguiram adotando políticas de cortes, encerrando mais de mil agências e eliminando mais de nove mil postos de trabalho, mesmo com o crescimento contínuo da base de clientes.
Com menos funcionários e uma demanda cada vez maior, quem permanece nas unidades enfrenta ritmo intenso, acúmulo de funções e metas cada vez mais difíceis de cumprir. Apenas no Santander, cerca de quatro milhões de novos correntistas foram incorporados, ampliando ainda mais a pressão sobre as equipes reduzidas e tornando o ambiente de trabalho mais desgastante.
Os efeitos dessa sobrecarga aparecem na saúde da categoria. Em 2024, mais de um terço dos afastamentos envolvendo gerentes foi reconhecido como doença relacionada ao trabalho, e, embora os bancários representem uma pequena parcela do emprego formal no país, concentram um volume desproporcional de licenças por problemas de saúde. O contraste entre lucros recordes e o adoecimento dos trabalhadores evidencia um modelo de gestão que prioriza o resultado financeiro em detrimento do bem-estar humano.
Fonte: Bancários Bahia



