Em 2025, o Ministério do Trabalho resgatou 2.772 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão, e pela primeira vez a maior parte desses trabalhadores estava em atividades urbanas, representando 68% dos casos registrados.
Segundo autoridades, isso mostra que o trabalho escravo contemporâneo não está mais restrito ao meio rural, como se acreditava anteriormente.
O setor com mais resgates foi a construção civil, seguido da administração pública, cultivo de café e extração de pedras e materiais de construção.
A maioria das pessoas resgatadas eram homens entre 30 e 39 anos, com baixa escolaridade, e 83% se autodeclararam negros, refletindo vulnerabilidades históricas que aumentam o risco de exploração.
Os estados com mais resgates foram Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e São Paulo.
Após o resgate, todos os trabalhadores puderam acessar benefícios legais, incluindo o seguro-desemprego e verbas rescisórias, totalizando mais de R$ 9 milhões pagos.
No total, os auditores-fiscais realizaram 1.594 ações de combate ao trabalho escravo em 2025, garantindo direitos trabalhistas a mais de 48 mil pessoas.
Denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão podem ser feitas de forma anônima pela internet ou por telefone.
Fonte; Agência Brasil



