O Brasil registrou alta nos assassinatos e nos casos de trabalho escravo no campo em 2025, de acordo com levantamento da Comissão Pastoral da Terra. Apesar disso, o número total de conflitos agrários apresentou queda em relação ao ano anterior.
As mortes no meio rural dobraram, passando de 13 para 26 vítimas, com maior concentração na região da Amazônia Legal. Já os registros de trabalho escravo ou análogo à escravidão também cresceram, alcançando 159 casos, além do aumento no número de trabalhadores resgatados nessas condições.
Os dados revelam um cenário de agravamento da violência mais extrema, mesmo com a redução geral dos conflitos. A maior parte das vítimas está entre trabalhadores rurais e populações tradicionais, como indígenas, quilombolas e posseiros.
O levantamento ainda indica que fazendeiros aparecem entre os principais envolvidos em episódios de violência ligados à disputa por terras. Conflitos por acesso à água, invasões e uso de agrotóxicos também seguem entre os mais recorrentes no campo.
Especialistas apontam que o cenário reflete disputas por território e recursos naturais, especialmente em regiões de expansão econômica, mantendo o tema como um dos principais desafios ligados aos direitos humanos no meio rural brasileiro.



