Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, o caso começa a avançar na Justiça. O desastre, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, deixou 272 mortos e se tornou um dos maiores crimes socioambientais da história do país. Somente agora o processo entra em uma nova fase, com a previsão de audiências para ouvir vítimas, testemunhas e réus.
2.557 dias
O acidente, classificado por familiares e atingidos como uma “tragédia-crime”, aconteceu por volta das 12h30 daquele 25 de janeiro. A avalanche de rejeitos destruiu comunidades, atingiu trabalhadores da própria mineradora e deixou marcas profundas na região. Passados 2.557 dias, ninguém foi responsabilizado criminalmente pelo ocorrido.
As audiências de instrução estão previstas para começar nas próximas semanas, na Justiça Federal em Belo Horizonte, e devem se estender por meses. Nessa etapa, serão colhidos depoimentos que podem embasar a decisão sobre a continuidade do processo e a possibilidade de julgamento dos acusados.
Enquanto o caso avança lentamente no Judiciário, familiares das vítimas seguem cobrando justiça e lembrando que a dor permanece viva. Para eles, o passar do tempo sem punições aprofunda o sentimento de impunidade e reforça a luta para que o rompimento da barragem não seja esquecido.
Fonte: Agência Brasil



