Um estudante de medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) terá que pagar R$ 720 mil por ocupar indevidamente uma vaga reservada para cotas raciais. O acordo foi firmado entre o Ministério Público Federal (MPF), a universidade e o aluno, que ingressou no curso em 2016 sem cumprir os requisitos exigidos para candidatos pretos, pardos ou indígenas.
Segundo o MPF, o valor será dividido em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil. Além da compensação financeira, o estudante também deverá participar de um curso de letramento racial oferecido pela própria universidade. Os recursos arrecadados serão destinados a bolsas para estudantes negros de medicina e a programas de combate ao racismo estrutural.
Esse é o terceiro acordo firmado pelo órgão em casos semelhantes envolvendo alunos da Unirio. Com os novos termos assinados, o total assegurado pelo MPF em reparações por ocupações indevidas de vagas raciais já ultrapassa R$ 2 milhões.



