Um estudo internacional acendeu o alerta: os agrotóxicos usados na agricultura estão ficando mais nocivos em várias partes do mundo — e o Brasil aparece entre os países com maior impacto nesse cenário.
A pesquisa analisou centenas de pesticidas utilizados em mais de 200 países e avaliou não apenas a quantidade aplicada, mas o nível de toxicidade de cada substância. O resultado mostra que, entre 2013 e 2019, houve aumento significativo da toxicidade total liberada no ambiente.
Insetos, polinizadores, peixes e organismos do solo estão entre os grupos mais afetados. Em seis dos oito grupos analisados, o risco cresceu ao longo dos anos. Isso preocupa especialmente por causa do papel essencial dessas espécies na produção de alimentos e no equilíbrio dos ecossistemas.
O Brasil figura ao lado de grandes potências agrícolas como um dos principais responsáveis pelo volume e pela intensidade tóxica desses produtos. Segundo os pesquisadores, parte expressiva do problema está concentrada em poucas substâncias altamente perigosas, o que indica que mudanças direcionadas poderiam reduzir os danos.
O avanço da toxicidade vai na contramão das metas globais de redução de risco até 2030. Especialistas defendem a substituição dos produtos mais agressivos, ampliação de práticas agroecológicas e incentivo a modelos de produção menos dependentes de químicos para evitar impactos ainda maiores na saúde humana e no meio ambiente.
Fonte: Agência Brasil



