Uma operação realizada em cinco estados brasileiros investiga a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A ação, denominada Operação Fluxo Oculto, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Receita Federal, com cumprimento de mandados em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
As investigações buscam desmontar um esquema de fraudes fiscais, sonegação e lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. O foco principal está em seis fintechs suspeitas de atuar como “bancos paralelos”, realizando movimentações financeiras utilizadas para ocultar recursos e facilitar operações do grupo criminoso.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, as empresas investigadas formariam uma estrutura de compensações financeiras entre distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento ligados à facção. Os investigadores também apuram o desvio de nafta petroquímica e a adulteração de combustíveis por meio da mistura de solventes.
A Operação Fluxo Oculto é uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado em setores formais da economia, incluindo o mercado de combustíveis, instituições de pagamento e investimentos. Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio dos Ministérios Públicos estaduais e forças de segurança.
As autoridades afirmam que o objetivo é interromper a estrutura financeira utilizada para movimentar recursos ilícitos e ampliar o combate à infiltração de organizações criminosas em atividades econômicas legais.



