Notícia

Startup reúne mulheres para impulsionar empreendedorismo materno .

Startup reúne mulheres para impulsionar empreendedorismo materno .

Uma feira de mulheres empreendedoras foi promovida, em Brasília, pela rede Maternativa, primeira startup (pequena empresa focada em tecnologia para novos modelos de negócios) de impacto social voltada ao empreendedorismo materno no Brasil. Cerca de 20 mulheres apresentaram seus produtos e serviços durante o evento, que aconteceu no Espaço Renato Russo. Esta foi a terceira edição da feira, que já passou por Recife (PE) e São Paulo (SP), com workshops e palestras gratuitas para as mães empreendedoras. “Precisamos mostrar para a sociedade que mulheres mães estão à frente dos mais diversos tipos de negócios e que quando você direciona sua compra para uma mãe empreendedora, você está fomentando uma economia extremamente colaborativa”, explicou Vivian Abukater, sócia da Maternativa.

Segundo ela, mulheres mães que têm dinheiro e independência financeira investem na educação dos filhos, no cuidado e bem-estar da família. “A ideia é promover em Brasília esse pensamento, de fortalecer essa economia e ajudar as mulheres mães a encontrar independência financeira”, explicou.

A dificuldade que teve durante a amamentação do filho, fez a enfermeira Juliana Gomes, de 28 anos, desenvolver sua própria consultoria em amamentação, a Seio Materno. Formada há quatro anos, ela ainda busca um trabalho no mercado formal, mas espera agregar renda com o novo negócio. “Na primeira semana de nascimento do meu filho tive problemas e uma pessoa me auxiliou e me abriu esse olhar para a consultoria de amamentação, que eu nem sabia que existia. Fiz o curso e me especializei”, disse, contando que o trabalho flexível também pode ser conciliado  com a maternidade.

Negócios com alimentos orgânicos, como a CSA Flor de Lotus, artesanato, como da BiJuCafé, vestuário, cosméticos, gastronomia e espaço para crianças fizeram parte da edição da feira da Maternavita deste domingo.

 

Há um ano e meio, a funcionária pública Moara Giasson, de 40 anos, teve seu primeiro filho e, com o esposo, desenvolveu a Moaralê Saboaria Natural. O casal usa óleos e extratos do Cerrado e compra a matéria-prima de extrativistas e agricultores familiares, buscando valorizar essa cadeia com produtos de qualidade a preços acessíveis.

O novo negócio também foi um refúgio para Moara durante a licença maternidade. “No início a criança demanda 100% do seu tempo, mas ter essa outra responsabilidade era um momento de estar pensando em mim, apesar de ser a empresa, de sair desse ciclo de ser só a provedora [do filho]. Às vezes, eu fazia mídia social na madrugada, enquanto estava amamentando”, contou. 

Empreendedorismo

Em entrevista à Agência Brasil, a sócia da Maternativa, Vivan Abukater, citou pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que mostra que 48% das mulheres deixa o mercado de trabalho antes do filho completar um ano de idade. Por outro lado, pesquisa da Rede Mulher Empreendedora aponta que 75% das mulheres que empreendem fazem isso depois que os filhos chegam.

De acordo com Vivian, esse é um empreendedorismo de necessidade, não de oportunidade, e por isso nem sempre elas têm o conhecimento necessário para gerir o novo negócio. “Dentro da rede Maternativa, elas desenvolvem com outras mães todas aquelas coisas que estão faltando”, explicou.

A rede nasceu em 2015, quando duas amigas começaram a enfrentar dificuldade, já durante a gestação, em relação ao mercado de trabalho. Elas, então, organizaram um grupo na rede social Facebook para trocar experiências sobre o assunto. Em um mês reuniram 600 mulheres. Hoje são 24 mil. “Naquele momento ficou muito claro que existe uma penalidade materna quando a gente olha para o mercado de trabalho e que não era questão privada delas, era uma questão pública e sistêmica”, explicou Vivian.

No grupo, as mulheres trocam informações sobre empreendedorismo materno e como é possível se manter ativa no mercado de trabalho conciliando maternidade e carreira. “Quando uma mulher se torna mãe, ela leva essa potência da maternidade para todas as áreas da vida dela, inclusive para o trabalho”, disse Vivian, que é mãe e ex-executiva de uma grande empresa.

No início deste ano, a Maternativa ganhou um prêmio do Facebook como uma das 100 comunidades com maior impacto social do mundo. “Apesar de não sermos um grupo muito grande, enquanto a médias de outros grupos é de 8% a 10% de engajamento, o nosso tem 80% de engajamento, então essa é a riqueza, é uma troca, quem faz a Maternativa existir são as mulheres mães”, ressaltou Vivian. 

Habilidades maternas

 

Além de promover a troca de conhecimento e experiência entre as mães no ambiente virtual e presencial, com feiras e palestras, o modelo de negócio da Maternativa busca engajar a iniciativa privada no processo de transformação do mercado de trabalho para as mulheres e na redução da penalidade materna. As organizadoras da rede prestam consultoria, palestra e desenvolvem conteúdo para marcas e empresas.

De acordo com Vivan, cada vez mais estão surgindo comitês de igualdade e gênero dentro das empresas, onde o mercado começa a discutir a questão da penalidade materna, da barreira que as mães têm para crescer profissionalmente e ocupar cargos de liderança. A sócia da Maternativa destaca, entretanto, que, quando se torna mãe, a mulher fortalece várias habilidades.

“A mulher se torna altamente focada, ela vira detector de bobagem, tudo que não é importante ela tira da frente e foca no que é importante”, explicou. A capacidade de liderar e trabalhar em equipe, a autonomia, proatividade e empatia com as equipes são outras habilidades que as mães levam para o seu ambiente de trabalho.

Informações da Agência Brasil

Entrevista

Uma nova forma de consumir

Uma nova forma de consumir

O consumo colaborativo pode mudar o sistema de produção e economia globais? Para a pesquisadora Ana Cirne Paes de Barros, o mais provável é que as práticas hegemônicas continuem a existir, mas novas formas de consumo se espalhem de forma independente, proporcionando maior autonomia aos consumidores. 

Artigo

Pedágio da Via Bahia: 21,6% de aumento, 100% de desrespeito

Pedágio da Via Bahia: 21,6% de aumento, 100% de desrespeito

No Natal de 2016 os baianos receberam um belo presente da concessionária Via Bahia, que administra rodovias federais no estado: o aumento do pedágio em 21,6% na BR-116 e 16% na BR-324. Os reajustes foram autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Vídeos

Rachel Botsman

Autora do livro "O Que é Meu é Seu - Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo", Rachel Botsman diz que estamos conectados para compartilhar. Em 15 minutos, ela tenta te convencer que o consumo colaborativo é o caminho.



Enquete

Você é a favor da legalização dos jogos de azar?


Ver resultado

Se ligue

Sua conta veio alta? Confira o que pode vampirizar sua energia

Sua conta veio alta? Confira o que pode vampirizar sua energia

Chuveiro na posição "inverno" consome 30% mais. Banhos mais curtos ajudam a economizar até 40%. Geladeira em má condição consome até 70% da conta do mês. Em casa ou no escritório, tire os aparelhos eletrônicos da tomada quando estão fora de uso, principalmente televisão, aparelhos de DVD/Blue-Ray e de som.